Crônica 1 - A Caça e o Caçador

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Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Ter Abr 21, 2015 11:46 am

PRÓLOGO

Diz à lenda que durante uma época sombria, um cavaleiro negro caminhou sobre Arton. Filho de uma bruxa, um demônio sanguinário numa armadura negra. Ele matava e pilhava de acordo com suas vontades e ninguém nunca soube sua real identidade. Um guerreiro sem igual matava plebeus e nobres, e derrotava guerreiros habilidosos. Ele aterrorizou uma região durante muito tempo.

Porém em meio à escuridão surgiu a luz. Um paladino, cujo nome se perdeu no tempo chegou, como se enviado pelos deuses e empunhando uma espada sagrada derrotou o vilão, com isso trazendo a paz de volta.

A lenda do cavaleiro negro ainda vive em muitos cantos remotos de Arton e alguns velhos acreditam em seu retorno.


ATO I – A PROPOSTA

Dia 5 de Altossol, Morag, 1410, Lua em Escudo.



O reino é Nova Ghondriann.

A noite é fria na cidade portuária de Crisandir. Para muitos este é um lugar miserável, com a economia quebrada. A disputa por serviços com a capital de Callistia é injusta, pela sua infraestrutura inferior e pelos supostos ataques dos barqueiros do reino vizinho.

A cidade está tomada por uma neblina sinistra, porém a taverna está cheia e quente. No meio do chão de madeira e das mesas distribuídas de maneira aleatória existia uma fogueira num circulo de pedra assando um enorme porco. Uma garota ruiva serve bebidas nas mesas, enquanto um homem baixo e barrigudo limpa copos atrás do balcão.  Ali existem plebeus conversando baixo e um bardo magricela tocando um bandolim no palco, uma balada chamada A Donzela e o Urso.

Havia um urso (Um urso! Um urso!)
Preto e castanho
E coberto de pelo
Com um belo talento

Oh, venha eles disseram
Venha ao concurso
-Venha ao concurso?
Mas eu sou um urso!

Ao longo do percurso,
De lá para cá
Três garotos, um bode
E uma dança de urso

Eles dançaram e giraram
Até o concurso
Olhem meus amigos
Há uma donzela aqui!

Ele sentiu o perfume
No cabelo da donzela
Ela é tão doce
Tão pura e bela

Cheirou o ar
E cheirava-o
A donzela está aqui
Com mel nos cabelos

Ele era um urso peludo
Ele queria ir ao concurso
Eu sou uma bela donzela
Com mel no meu cabelo
Ele é um urso dançarino
Ele quer beber cerveja
Eu realmente estou de pé aqui
Em frente a um urso louco

Oh, ela é uma donzela, pura e bela
Ela nunca dançará com um urso peludo
Ela nunca dançará com um urso peludo
Ele ergueu-a no ar
Ela chamou por um cavaleiro, mas ele é um urso
Preto e castanho, e cheio de pelos
Esperneou e chorou, a donzela tão bela
Mas ele lambeu-lhe o mel dos cabelos

Ela parecia tão doce
Tão pura e bela
Ouro e mel
Eu seu longo cabelo

Ela é uma donzela
E ela é bela
Ela não liga
Para um urso (Um urso peludo!)

Oh, espere meu urso
Oh, por favor, venha aqui
Eu estou tão só
E não me sinto bela

Venha para a feira
Com todo seu cabelo
Nós vamos ter um pouco de diversão
E um caso

Ela suspirou e gritou
E chutou o ar
Meu urso ela cantou
Meu urso tão justo
E lá se foram eles
De lá para cá
O urso o urso
E a bela donzela


Durante o dia naquela cidade correu um boato de que Octavian Brolius, guerreiro mercenário procurava heróis para uma missão de glória e ouro. Estaria esperando os interessados na taverna à noite.

Ao entrar no estabelecimento é fácil encontrar o homem. Grande, com espada na cintura, um sujeito de cabelos negros penteados para trás fuma um cachimbo em uma mesa no canto. Ele traja couro batido e uma capa vermelha puída. Quem se aproximar e sentar-se ele acenará com a cabeça e esperará mais, falará apenas quando tiver certeza que todos os interessados estejam presentes.

-- Como devem saber meu nome é Octavian Brolius e estou procurando corajosos aventureiros para cumprir uma missão que renderá glória e ouro. Ontem uma comitiva do duque Milo foi atacada e todos seus guardas mortos. Uma relíquia de sua família foi roubada e ele a quer de volta e o responsável capturado vivo ou morto. O problema aqui será localizar o bando de ladrões que cometeu esse crime e o boato que está correndo por aí – ele dá um trago em seu cachimbo – é que esse grupo é liderado pelo Cavaleiro Negro – ele sorri – Nos encontramos nos portões da cidade ao amanhecer, isso é claro, quem aceitar a missão. Algum interessado?


Última edição por John Lessard em Sab Abr 25, 2015 11:27 am, editado 5 vez(es)

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por rant em Ter Abr 21, 2015 4:13 pm

Joshua conhecia histórias sobre Nova Ghondriann, mas nunca havia estado no reino. A aparente simplicidade do local e seus habitantes contrastava tanto com Petrynia que ele sentia falta de seu reino sem se dar conta da comparação em sua mente.

Á procura de informações sobre sua família, Joshua só encontrou uma proposta de emprego. Com dinheiro escasso também vem a calhar.

A taverna cheia e convidativa na noite fria poderia ser uma boa fonte de histórias locais para seu arsenal pessoal. Observando primeiramente o local, se sentou no balcão e acompanhou a rotina dos fregueses e funcionários, atento as histórias ou mesmo os causos contados. O mercenário que aparentemente ofereceria o contrato se fazia visível propositalmente e antes de ir ter com ele, Joshua preferiu aguardar outros candidatos ao trabalho. Assim que houvesse pelo menos mais duas pessoas na mesa, ele se aproximaria e pediria para se juntar aos demais.

Ele houve atentamente o relato do mercenário, mas se mantém calado após o discurso, tentando lembrar de algo sobre o Cavaleiro Negro que fora mencionado.

*Teste de Conhecimento de Bardo sobre o Cavaleiro Negro (Conhecimento de Bardo+4)*

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Qua Abr 22, 2015 12:42 pm

Aziz estava sentado ao fundo, apesar de ser siimpático e comunicativo sabia que seu rosto coberto ( uma das obrigações de ser um servo de Azgher)atraia a desconfiança das pessoas.
Ele estava longe de sua terra natal, do deserto da Perdição, sua missão era peregrinar por Arton pregando a palavra do Senhor Sol.
Ao ouvir a proposta ficou interessado. Um bando de bandidos atacando pessoas não era algo certo e ele sentia que devia ajudar, ainda mais se liderados pelo Cavaleiro Negro, um servo da dor e morte, e pior, da escuridão. Livrar Arton desse tipo de ameaça era uma das missões de um Filho do Deus Sol.
Além do mais Aziz precisava comer, um serviço desse poderia lhe render algum recurso ( além de ouro para enviar ao templo).
Ele se aproxima do homem e diz:
-- Quais os seus planos para trazer a justiça tal ameaça? Acredita mesmo que eles agem a comando do Cavaleiro Negro?
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por O RPGISTA em Qua Abr 22, 2015 1:18 pm

Yasmim chegara a Nova Ghondarian a algumas noites, se estabeleceu em uma taberna modesta na cidade de Crisandir, não sabia muito sobre o Reino e por ser uma cidade portuária ela tentava ser o mais discreta possível fazendo sua armadura se transformar em trajes mais simples.

Após descansar toda a aquela tarde e cuidar de sua beleza como de costume, ela deixou seus pertences em seu quarto e desceu usando roupas simples que havia em sua mochila. Olhou par a todos, estava bem calma, uma linda balada era tocada, Yasmin dançava próxima ao Bardo embalada pela musica, estava um pouco sem jeito, fazia algum tempo que e ela não praticava seus movimentos graciosos.

Enquanto dançava percebeu algumas pessoas se amontoarem em volta de um homem imponente de capa vermelha, curiosa parou sua dança e tirou do seu caminho um aldeão bêbado e se aproximou dos demais tentando ouvir o que ele tinha a dizer, quando falou sobre ladrões e Cavaleiro Negro, Yasmim solta uma leve risada arrancando a atenção de que estava próximo.

-Perdão meu senhor, este tipo de situação é prioridade da milicia, me corrija se eu estiver enganada, a menos é claro que a tal relíquia seja algo que os guardas não podem saber.

Yasmim olhou para Octavius com um sorriso singelo no rosto, ela sabia que alguns nobres e até mesmo oportunistas, se aproveitavam da ingenuidade de aventureiros para fazer o trabalho sujo sem que soubessem. Ela odiava esse tipo de pessoa, mesmo as vezes se portando como uma, mas sempre para o bem de todos.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Kairazen em Qui Abr 23, 2015 6:20 pm

Suzzuma havia acabado de chegar na cidade e tudo o que procurava era um lugar para descansar, tinha viajado muito desde sua fuga de Valkaria, assim que chegou na cidade de Crisandir, buscou saber em qual reino estava, ficou surpresa ao saber que estava em Nova Ghondriann, não imaginava ter ido tão longe. Enquanto conhecia a cidade, ouviu gente falando sobre aventuras e um homem que estava dispostas a oferece-las, era tudo o que queria, quem sabe agora ela não faria parte de um grupo de aventureiros, dos quais tanto ouviu falar.

A noite ela encontra a taverna, era um ótimo lugar para descansar, a viagem a havia esgotado, e todos ali eram tão diferentes do que ela estava acostumada, ela ficou encantada com aquele lugar. Pediu uma cerveja a moça, e quando o homem grande falou sobre a tal aventura, sem pensar duas vezes ela disse:

- Pode contar comigo, era tudo o que eu queria - disse a garota com um grande sorriso.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Qui Abr 23, 2015 10:14 pm

ATO I – A PROPOSTA

Dia 5 de Altossol, Morag, 1410, Lua em Escudo.

O mercenário sorri. Joshua puxa na memória todas as histórias que consegue lembrar sobre vilões locais, mas parece que não sabia nada a respeito do Cavaleiro Negro, exceto que este nome não era muito convidativo.

Suzzuma pareceu uma garota deslumbrada, e poderia ser de fato, com suas roupas orientais, aceitando o trabalho de imediato.

Yasmim após dançar junto à balada do bardo (atraindo a atenção de alguns homens, inclusive de Octavian), chega à mesa logo depois do paladino de rosto coberto, e apenas ambos possuem perguntas a cerca da missão. O guerreiro se limita a colocar as mãos sobre a mesa.

-- Sim, é assunto da milícia, porém esse bando de malfeitores está na ativa há algumas semanas e nada foi feito, por medo ou apenas incompetência talvez por parte da lei. – ele retira o cachimbo da boca – O fato aqui é que um nobre foi roubado e teve quase todos seus guardas mortos. Ele é um homem de recursos, então é natural que ofereça uma recompensa pela cabeça do fora da lei e pela sua relíquia de volta. Não faria o mesmo senhorita?

Ele então se levanta e olha para todos.

-- Enfim, duque oferece 400 tibares de ouro pelo cavaleiro negro, vivo ou morto e mais 500 tibares de ouro para quem trouxer sua relíquia de volta, um símbolo do Deus da Justiça muito valioso. Interessados me encontrem no portão na cidade ao amanhecer – ele sai lentamente e depois vira para o paladino – Ah, meu amigo, quanto a sua pergunta, iremos caça-lo.


ATO II – TEMPORADA DE CAÇA

Dia 6 de Altossol, Kalag, 1410, Lua em Escudo.




A manhã é fria e o sol está preste a nascer. Octavian os espera nos portões da cidade. Desta vez ele carrega também uma mochila e um escudo de madeira circular. Ela sorria para quem aparecer.

-- Pois bem, vamos então.

A viagem segue tranquila por uma campina, com o sol nascendo devagar. Era uma chance para dialogar e se conhecer melhor. Depois de uma parada para começar ao meu dia, não demora muito para vocês avistarem o local do ataque. Existem ainda armas jogadas, uma carruagem com uma roda quebrada e alguns elmos caídos aqui e ali.  Octavian  analisa um rastro fraco na terra com pouca grama que leva ao bosque sinistro.

-- Alguém sabe rastrear?


Última edição por John Lessard em Sex Abr 24, 2015 8:58 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Bahamut em Sex Abr 24, 2015 10:05 am

Apesar dos dias felizes seguindo aquela caravana, Lenn decidiu não ir com eles até o Deserto da Perdição e encontrar apenas areia em todas as direções. Após se despedir e caminhar mais um pouco, viu-se em Nova Ghondriann, mais especificamente em Crisandir.

Numa taverna encontrou um anão que desafiava todo mundo a beber mais que ele. Lenn prontamente bateu no balcão e exigiu o mesmo que o anão estava bebendo. Enfrentar uma disputa de bebidas com um anão era suicídio, ele sabia, mas ele era jovem e louco por impressionar os outros.

Óbvio que ele já estava bêbado em segundos, e óbvio que todos ali gargalharam do seu papel de ridículo. Mas ainda assim, o anão simpatizou pelo destemor do rapaz e começou a se queixar da vida para ele, sobre como ele era o melhor inventor de armas de Arton e ninguém reconhecia isso, e depois começou a contar histórias engraçadas sobre um anão que tinha se apaixonado por uma súcubo, e pior ainda, a súcubo pelo anão. Lenn riu muito das piadas ácidas que ele contava, mais provavelmente pelo efeito da bebida em sua cabeça, e começou a contar anedotas que tinha ouvido nas estradas e com piratas de Khubar, mas nenhuma era tão absurda. Até que se lembrou que tinha que ir até outra taverna ouvir uma proposta do que poderia ser sua primeira aventura na vida! O próprio anão o apressou ao saber disso, ao que Lenn se levantou rápido e logo caiu, para delírio dos que riam da situação dele.  

Ao chegar lá, encontrou outros já reunidos. O efeito da bebida fazia sua cabeça pesada, por isso apenas sentou-se e escutou, mas ele estava grogue demais para se atentar aos detalhes da conversa. Caravana atacada... relíquia... ladrões... Cavaleiro Negro... foram as únicas coisas que conseguiriam prender sua atenção, mas ele sabia que tinha que ajudar. Doido para dormir, assim que o tal de Octavian saiu ele foi até a floresta, longe da sujeira da cidade para enfim descansar.

A ressaca bateu forte assim que acordou, mas tomar um banho refrescante no rio o fez se sentir um pouco melhor. Ele encontrou os outros no portão da cidade e buscando se redimir a má impressão causada na noite anterior, disse:

-- Ehr, hum, se vamos trabalhar junto acho melhor nos conhecermos. Me chamo Lenn Fairhëln e se precisarem de alguma magia ou uma tatuagem, contem comigo.

Ele sorria e seguia com espírito renovado para sua primeira missão. Não deu muita atenção para a pergunta de Octavian, procurando entre os destroços do local do ataque algum resquício de magia, achava que poderia ser uma boa pista.


Última edição por Bahamut em Sex Abr 24, 2015 10:43 am, editado 1 vez(es)
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Sex Abr 24, 2015 10:35 am

A pequena viagem foi tranquila e o sol brilha alto. Aziz conversa com seu grupo e os conhece melhor.
Aziz se aproxima do local e começa a olhar o chão, toca em alguns pontos e olha em volta. Seu olhar demonstra um pouco de tristeza misturada a preocupação.

-- Esses monstros devem pagar pelo que fizeram, que o Alto Senhor que tudo vê e nos protege guie minhas mãos e pensamentos para queimar esses assassinos.

(rolo sobrevivência +7 / rastrear).
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por rant em Sab Abr 25, 2015 6:12 pm

Joshua passa o restante da noite na taverna acompanhando uma ou outra história e comparece no dia seguinte no local e horas indicados.

Durante a viagem, conversa com qualquer um que puxar conversa, deixando claro que ao contrário do que parece, não é nem um pouco tímido.

Ao ouvir Lenn se apresentando, responde de pronto:
-- Prazer, sou Joshua, e minhas habilidades são mais voltadas para lidar com armadilhas e mecanismos, além de algumas boas histórias.


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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Sab Abr 25, 2015 11:50 pm

ATO II – TEMPORADA DE CAÇA

Dia 6 de Altossol, Kalag, 1410, Lua em Escudo.

O grupo vasculha aquele cenário. Os atacantes pareciam ter sido violentos, mesmo que houvesse sobreviventes, não escapou sem cortes e hematomas.

Lenn procura por indícios de magia, mas não encontra. Aparentemente aquilo tudo foi feito usando apenas força física.
O paladino consegue achar facilmente um rastro na terra, embora não muito visível ele parecia ter experiência com isso. O caminho leva para dentro do bosque, um lugar com pouco espaço entre as árvores, com os raios de sol entrando por entre as copas das árvores. Apesar de parecer um pouco sinistro, é tranquilo, com o som de grilos e pássaros. O rastro fica mais fraco, porém mesmo assim é possível segui-lo. Quase nada de pegadas, mas alguns galhos partidos e outro sinal de passagem recente. Isso continua por um bom tempo, cada vez mais bosque adentro. O sol começa a se por quando ouvem vozes distantes. Mais um pouco na direção do som e atrás de uma moita, vocês avistam uma clareira na penumbra do fim do dia. Existe ali um rochedo e a entrada para uma caverna. De cada lado uma tocha rudimentar e também um homem. Eles vestem couro remendado e parecem estar armados, com o que, não tem como saber daquela distancia.

Octaviam analisa de longe e depois se volta para vocês, indicando com o polegar.

-- O que acham? Os rastros nos trouxeram aqui.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Seg Abr 27, 2015 12:03 pm

O caminho foi tranquilo e o paladino ia a frente rastreando. O Sol já não brilhava com a mesma intensidade e isso preocupava seu devoto que não gostava de agir durante a noite e sem o manto quente de seu Deus para protegê-lo;
Ao chegar no final da trilha observa os dois homens na vigia, tudo leva a crer que eles tem relação com o acontecido, mas simplesmente atacar dois homens não era do feitio dele.

- Vamos surpreendê-los e tentar uma rendição mas sem machucá-los por enquanto, não tenho certeza se foram eles que atacaram e não quero ferir ninguém inocente.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Bahamut em Qua Abr 29, 2015 7:45 am

Para Lenn, apesar do aspecto sombrio, aquela floresta era sua casa, de tão bem que se sentia nela. Para ele também, os homens na entrada da caverna pareciam muito bem os bandidos, mas o paladino agia como um daqueles sábios guerreiros do deserto. Ele devia saber o que estava fazendo...

Os outros quase podiam ouvir as engrenagens do raciocínio na mente do qareen não tão esperto. Depois do que pareceram horas, ele finalmente veio com uma ideia.

- Com uma magia posso fazer um som para atrair um deles, mas precisaríamos ficar bem escondidos. Acho que assim ficaria mais fácil rendê-los se estiverem separados... Se um tentar fugir posso tentar detê-lo também... *ele rabiscava o esquema no chão com o cabo da lança, mas o desenho era tão bisonho que quase não dava para entender*

Se todos concordassem, ele iria preparar a besta (caso houvesse problemas) e começar a executar o plano. Sussurrando palavras mágicas, que pareciam reverberar a uma distância como a música que tinha houvido na taverna, mas como se cantada por uma barda ao longe, ele esperava que assim o grupo surpreendesse os vigias, evitando problemas.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Kairazen em Qua Abr 29, 2015 6:53 pm

Vendo o grupo planejando Suzzuma estava totalmente perdida, afinal era a primeira vez que estava em um grupo, mas vendo que o grupo poderia acabar lutando, ela disse:

- Caso tenhamos que lutar, posso cuidar dos feridos, aprendi algumas magias de cura com o sacerdotes do Grande Dragão.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Qua Abr 29, 2015 9:11 pm

ATO II – TEMPORADA DE CAÇA

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Octavian analisa e parece gostar do plano de Lenn que por sinal está de total acordo com as observações do paladino. Suzzuma assume uma posição de suporte para todos e agora era só entrar em ação.

A escuridão agora parecia cada vez mais próxima, a luz do dia se extinguia depressa. Um dos homens ajeitou o cinto e o outro começou a comentar algo. Os dois riram. O feiticeiro escondido pelas árvores lança sua magia, seu som estranho que chama a atenção dos dois. Um parece se aproximar e indica para o outro esperar na entrada da caverna. Ele avança com uma clava em mãos. Cada passo afundando na terra com pouca grama. Ele finalmente adentra na moita e olha para as árvores escuras, com seu companheiro logo atrás esperando apreensivo.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Seg Maio 04, 2015 9:44 am

O Paladino desembainha sua espada e aguarda o desenrolar da emboscada, quando os dois homens aproximam da mata ele se movimenta rápido em direção ao de trás e coloca a espada em seu pescoço tentando rendê-lo.

-Parado homem, não me faça machucá-lo, queremos apenas fazer algumas perguntas, os dois soltem suas armas e ficará tudo bem.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por rant em Seg Maio 04, 2015 4:09 pm

Joshua ouve o pequeno plano e aprova. Se mesclando a vegetação, ele se prepara para avançar oculto por trás do "guarda" que ficou mais atrás. Assim que o Paladino tenta render os dois, ele tenta se esgueirar mais próximo e espera sua reação, pronto pra atacá-lo ao menor sinal de agressividade.

* Furtividade +8 para se ocultar nas folhagens e desloco para trás do homem mais distante. Se ele fizer menção de sacar a arma e atacar o paladino, ataco ele com Florete + 5 (1d6 , 18-20), +1d6 se for Ataque Furtivo.*

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Kairazen em Qua Maio 06, 2015 4:42 pm

Suzzuma está assustada e ao mesmo impressionada, estava onde sempre sonhou estar, em um grupo de aventureiros em uma aventura, mas sabia que não poderia lutar muito, por jamais ter se dedicado a isso, então ficaria de suporte com o maior prazer. No momento em que emboscaram os guardas, ela já começou a buscar pela mente as magias de cura caso fossem necessárias.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Qui Maio 07, 2015 9:40 pm

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O primeiro homem parece desconfiado no escuro do bosque. Repentinamente da penumbra uma lâmina encosta-se a seu pescoço. Octavian sorri.

Em seguida o paladino parte para o de trás e o coloca na mesma situação complicada. O homem aperta o cabo da clava sem perceber a aproximação de Joshua.

O primeiro deles vira a cabeça nervoso e faz um sinal afirmativo, neste momento os dois deixam suas clavas caírem na grama.

-- O que vocês querem? – pergunta o que estava mais atrás.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Sex Maio 08, 2015 9:38 am

- Estamos em busca dos malfeitores que atacaram a comitiva do Duque na estrada. Quem são vocês e o que fazem aqui? Se fizeram parte nisso e ajuderem serão presos.... mas se tentarem alguma reação serão julgados pelo pai altivo.

OFF: Intimidação +2
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por O RPGISTA em Sab Maio 09, 2015 12:00 pm

Yasmim apenas sorriu e evitou se apresentar agora, teriam tempo suficiente pra isso e afinal ela estava praticamente em fuga e isso não seria nada vantajoso para ela. Sendo criada em seguir as leis  fazer aqui lhe fazia bem afinal bandidos destroem tudo pelo que La acredita e era cada vez mais difícil conseguir ajuda em cidades mais afastadas, dinheiro extra sem precisar mencionar sue nome era de grande ajuda naquele momento.

Seguindo o grupo ela contava suas flechas e seus equipamentos, apesar da sua armadura estar camuflada ainda prejudicava um pouco seu movimento, mas acostumada a vestir vestidos bem mais desconfortáveis Yasmim e movia como uma Lady, apenas observava os homens fazerem o trabalho, ficou um pouco apreensiva ao se exporem tanto para aqueles homens, eles poderiam esta ali de vigia e poderiam haver outros de tocaia e quem sabe nos pegar de surpresa.

Mas eles apreciam saber o que estavam fazendo. Notando que Suzzuma estava um pouco nervosa Yasmim se aproximou e a segurou pelos ombros sorrindo com delicadeza para que ela ficasse mais calma e se aproximou do Paladino que permanecia altivo e heroico como sua classe exige, cordialmente tocou a espada do homem do deserto e sorriu para ele enquanto o fazia abaixar a espada.

-Vamos manter a calma, creio que nenhum de nós quer se ferir ou ferir alguém. Como foi dito senhores, estamos a procura de um grupo de malfeitores que atacaram uma comitiva deixando um rastro de morte, infelizmente esses homens são bastante perigosos para todos devido a sua forma de agir, acreditamos que os mesmos estão sendo liderados pelo Cavaleiro Negro-Yasmim sabia que mencionar o nome de uma criatura tão temida poderia fazer alguma reação neles, medo, apreensão qualquer coisa que mostrasse se eles fazem parte do mesmo grupo ou não- Pela qualidade dos seus equipamentos acredito que sejam habitantes do bosque e podem ter visto alguma coisa, não precisam ter medo na iremos machuca-los.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por rant em Sab Maio 09, 2015 11:13 pm

Joshua observa o desenrolar dos fatos mas se mantinha oculto na selva. Ainda de espada em punho estava pronto a atacar ao menor sinal de hostilidade.

Mantendo atenção na conversa, ele tenta notar algo de estranho na resposta dos emboscados.

*Intuição +5 na resposta deles*

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Dom Maio 10, 2015 8:32 pm

ATO II – TEMPORADA DE CAÇA

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Agora a noite está quase totalmente plena. Os homens estão tensos e olham para todas as direções possíveis, sem mexerem a cabeça. Os dois tinham lâminas nos pescoços, e o paladino definitivamente era ameaçador com seu rosto oculto. Porém, o sujeito se manteve firme diante dele.

Yasmim se aproximou com uma abordagem mais branda. Uma mistura de sedução e manipulação, que ela usava muito bem dentro da diplomacia. O homem se contraiu.

-- Não sei de nada moça.

O homem da frente resmungou algo muito baixo.

-- Borga! Não temos como sair bem dessa... – ele saca uma adaga das vestes e lança contra a moça. Felizmente na pouca luz ele erra. O homem na frente da moça pragueja e levanta as mãos em sinal de rendição. Octavian imediatamente levanta sua lâmina e golpeia. A lâmina desce e rasga couro e pele, fazendo o sangue escorrer na terra. O homem cai com dor, levando a mão para o ferimento.

O que estava mais atrás se abaixou com medo.

-- Maldição... – ele parecia prestes a chorar.

O que estava ferido olha para todos.

-- Se entrarem lá, irão morrer.

John Lessard
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Bahamut em Seg Maio 11, 2015 12:11 am

Lenn tinha ficado feliz que seu plano tosco aparentemente tinha dado certo. Resolveu sair do esconderijo quando a mulher seminua que os acompanhava falava com aqueles homens, ela era bem capaz de ganhar eles na conversa por isso estampou seu sorriso mais inocente para não atrapalha-la com ameaças. Infelizmente as coisas saíram do controle. A vontade era de furar a cabeça do infeliz que tinha atirado a faca com um raio, mas sabia que seria desnecessário pois Aziz iria ter que cumpri sua palavra, quase podia sentir pena da estupidez do guarda.

Voltou-se para o homem no chão e apontou a lança para o seu pescoço.

- Tsc, tsc. Isso só prova que vocês estão envolvidos nisso. Você parece muito mais sensato que seu amigo. Ele infelizmente está acabado pois o meu companheiro ali é um paladino, e sabe como eles são: eles cumprem promessas. Eu por minha vez sou um qareen, cumpro desejos. Posso garantir que você será julgado e pode ter uma pena reduzida se nos ajudar. Primeiro comece falando por que o homem morto ali achava que iremos morrer se entrar lá? - Ele tinha aprendido essas bravatas e ameaças com piratas, não imaginava ele mesmo ser capaz de as proferir, mas a situação parecia pedir algo assim.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por John Lessard em Qua Maio 13, 2015 9:19 pm

ATO II – TEMPORADA DE CAÇA

Dia 6 de Altossol, Kalag, 1410, Lua em Escudo


O homem caído e ferido gargalha alto, agora na escuridão quase total, sob a lua cheia.

-- O cavaleiro negro é filho de uma bruxa com um poderoso demônio, ele é o guerreiro mais brutal e poderoso que existe vocês não podem derrota-lo... – ele para de falar quando Octavian lhe dá um golpe com a guarda da espada na nuca.

-- Conversa de um bandoleiro que só conhece a vila onde nasceu e um único puteiro- ele caminha para a entrada da caverna – Vocês podem amarrar ou dar um jeito nesse outro sujeito? Temos um trabalho para fazer.

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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

Mensagem por Thiago Ferris em Qui Maio 14, 2015 10:19 am

O Paladino não fica satisfeito com as resposta encontradas mas entende que não adianta apertar mais os homens, eles são apenas reles capangas e se quiserem acabar com esse grupo de ladrões precisam atacar a cabeça.

Ele auxilia a amarrarem os homens, no retorno poderão levá-los a justiça.

-Não vejo outra alternativa, devemos entrar cautelosamente pela caverna e ver onde vamos chegar.
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Re: Crônica 1 - A Caça e o Caçador

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