Cenário Brigada Ligeira Estelar

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Cenário Brigada Ligeira Estelar

Mensagem por Thiago Ferris em Sex Maio 15, 2015 9:20 am

Aqui vou postar algumas informações do cenário para irem conhecendo ( afinal não faz sentido um jogar que não sabe nem como é o planeta que está ou a estrutura governamental do mundo onde vive).
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Re: Cenário Brigada Ligeira Estelar

Mensagem por Thiago Ferris em Sex Maio 15, 2015 9:26 am

Introdução ao Futuro

Ano de 1863 C. E. (Calendário Espacial)

A Constelação do Sabre é composta por quinze estrelas relativamente próximas, que comportam 94 planetas ao todo — sendo que, de todos eles, apenas dezenove reúnem as condições físicas e posições orbitais necessárias para comportar vida. Alguns dos mundos não habitáveis também são explorados, por mineradoras e outros desbravadores.

Um dos planetas teve seu processo acelerado via terraformação; outros têm uma história geológica mais recente e são ainda por demais instáveis. Nenhum deles apresentava vida inteligente quando a humanidade chegou — embora haja sinais de que ela tenha existido no passado.

Todos os mundos habitáveis da Constelação do Sabre são unidos politicamente por uma grande nação estelar conhecida como Aliança Imperial.

A Aliança foi unificada, logo após uma longa idade das trevas conhecida como “o Grande Vazio”, pela figura lendária de um aventureiro chamado Silas Falconeri. Mesmo após sua morte, sua presença e seu legado parecem pairar como uma sombra. Silas foi um herói polêmico, e em alguns mundos imperiais, como Tarso (dominado pelo clã de nobreza
Artusen) e Albach (que encabeçou os inimigos da unificação), ele chega a ser odiado.
Mas seu legado é fundamental: ele uniu o Império sob uma estrutura econômica que ganhou coesão com uma moeda única, chamada Falcão, e escreveu uma constituição imperial (a Falconiana) que estabelecia direitos e deveres a todos os cidadãos, para coibir os abusos de governantes contra o povo. Minorias como os evos, descendentes dos que participaram da terraformação dos primeiros mundos a serem habitados durante a colonização humana
do espaço, passaram a ter direitos como quaisquer outras pessoas. Outras minorias, como os cossacos, permanecem rebeldes e se recusam a integrar-se ao Império de modo formal, mas mesmo em teoria certos direitos se aplicam a eles.
Silas Falconeri ganhou o coração das pessoas mais simples, mas com isso fez inimigos justamente entre os mais ricos.
Muitos — como o clã Artusen — jamais o perdoaram por isso.

Ele não viveu para ver a maior ameaça a tudo que lutou para construir.
Em 7 de março de 1861, uma esquadra gigantesca de belonaves saqueadoras trouxe seus robôs gigantes para efetuar o maior ataque planetário desde a Guerra do Sabre, que uniu todos os mundos da constelação sob uma só bandeira. O mundo de Ottokar, um dos mais pobres do Império, foi invadido.
Um oitavo da área habitável de Ottokar foi tomado sem que as forças invasoras pudessem ser enfrentadas. Por dois dias, todas as forças de defesa locais foram exterminadas, a região foi varrida e as cicatrizes do ataque se fazem sentir até hoje. Quase um milhão de pessoas foram contabilizadas entre mortos, feridos e desaparecidos.
O trauma em todo o Império foi imediato. Ninguém levava a sério esses saqueadores até aquele momento. Antes, eles eram vistos como um problema menor: por anos a fio, foram tidos como meros piratas que invadiam pequenas cidades e sumiam, através de aberturas no continuum espaço-temporal conhecidas como buracos de minhoca. Em suma, um problema das guardas policiais. Os registros os tratavam pelo termo pejorativo de Proscritos: por mais perigosos que fossem, eram apenas criminosos, não um assunto de estado. O ataque a Ottokar expôs a grande verdade: com esses ataques menores, eles haviam sondado o terreno. Os Proscritos — que passaram a assumir este nome com orgulho —
não eram meros saqueadores em ataques isolados. Eles são, na verdade, os exércitos de uma grande nação pirata com a força necessária para conquistar mundos. Suas hordas de naves, robôs gigantes (apelidados entre as forças imperiais de quimeras) e guerreiros são numerosas o suficiente para fazer frente ao próprio Império, com boas chances de vitória.
Em seu pior momento, o Império não tem um Imperador que congregue a força da nação estelar. Há quatro anos, morreu Silas Falconeri II em um acidente misterioso e mal explicado, sem deixar herdeiros. De lá para cá, tivemos dois regentes: o primeiro deles morreu misteriosamente; o segundo, dizem as más línguas, está na fila de espera. E muitos
acreditam que isso tudo faz parte de um grande complô para colocar certa família no trono...

Neste momento, a defesa dos habitantes da Constelação está nas mãos do Corpo Imperial da Brigada Ligeira Estelar. Fundado em 1832 por decreto do Imperador Silas Falconeri, este corpo de pilotos de robôs gigantes (conhecidos no Império como hussardos) se destaca das guardas reais a serviço do príncipe-regente de cada mundo pelo fato
de ser uma força que representa o próprio Imperador, composta por voluntários que em sua maioria vieram do seio do povo.
Há quem não goste deles — assim como já não gostavam de Silas Falconeri, que teve origem humilde. Pilotos de outros corpos de hussardos ao longo do Império veem em sua existência um desprestígio, que roubou o glamour que havia em pilotar um desses robôs.
Mas até que provem o contrário, eles são a principal força de defesa do Império contra os Proscritos e suas quimeras.

Fonte: Brigada Ligeira Estelar. Editora Jambô. Autor: Alexandre Lancaster
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