PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

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PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Ter Abr 28, 2015 2:07 am

1408, Erinn




Reconfortante, a presença dos jovens sempre o era para um  sacerdote dedicado; com Bhelegan não era tão diferente. Hoje, só um. Um rapazote ainda com barba a crescer, ia demorar anos até ter uma que fizesse respeito, qualquer um pensaria. Todavia, sua presença tornava o pequeno templo, em Erinn, menos solitário, que apenas em certas épocas teria maiores visitas, que viriam mais por costume do que fé.

A tempos era assim, exceto nas datas comemorativas específicas, quando respeitos eram atribuídos e ofertas vinham para homenagear a Mãe ou, apenas, afastar temores de mentes mais supersticiosas. Aventureiros, não incomuns, sempre passavam ali. No geral, em busca de informações, estrangeiros com um ou dois patrícios para guiar, estes lhe torciam o nariz, mas também haviam aqueles mais simpáticos, não realmente semelhantes, mas crentes também, sendo benditos de uma visão mais benquista que a maioria, para os presentes e dedicação da Mãe, senhora de um mundo maior do que a casca exterior de onde vieram. Amigáveis é claro, mas ainda assim alienígenas para a população, mesmo quando tratados cordialmente. Lógico: como alguém poderia viver num lugar tão vazio? Tão desprotegido? Vulnerável a um clima estranho e a ataques de todos os lados? Ah, era difícil, realmente difícil de se crer.

Todavia, Bhelegan também já sonhou tornar-se um aventureiro, quando era mais jovem...  e não tão sóbrio. Até hoje ele mantinha a armadura que conseguira, hoje adornada com afinco de religiosidade. Uma bolsa de viagens estava no seu pequeno quarto, só caso precisasse atender um chamado, que nunca virinha.    

O templo de pedra lascada e polido com reforço de alvenaria era humilde, mas respeitoso. Um braseiro queimava com carvão, liberando pequenos filetes de fumaça. As pedras ainda estavam em brasa, mas já iam perdendo o seu calor. Logo, teria de sair e cava um pouco a procura de mais, era melhor do que gastar as poucas moedas do templo. As doações eram poucas, a real contribuição vinha daqueles desgarrados e aventurescos, que vinham buscar conselho sobre como combater Tenebra. Em sua simplicidade escura, o templo inteiro  dizia para orarem, mas raramente o desejo a Noite era atendido.

Em tantas divagações, Bhelegan ainda tinha de cuidar dos interesses do templo. O que faria?


1) Aproximar-se para conhecer mais de perto o novo devoto;

2) Sair para  obter mais carvão para as brasadeiras do templo;

3) Acender as velas de cera de gordura;

4) Orar uma prece a Mãe Noite.
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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Sex Maio 01, 2015 11:47 am

Findando uma breve prece a Mãe Noite, o anão bamboleou-se aonde guardava as velas de gordura e passou a acender uma a uma na chama do braseiro, distribuindo-as aos cantos escuros. Ainda que a escuridão fosse bem vinda, a luz seria mais receptiva aos recém chegados.

Terminando o trabalho voltou sua atenção ao rapaz que lhe fazia companhia, lembrou-se de si mesmo ao vê-lo ali, quando que jovem e no mesmo estado aparente colocara o pé no templo, curiosamente pela primeira vez, e então nunca o deixara. A placidez impertubável no local era sempre atrativa para quem buscava um momento de reflexão ou uma válvula de escape aos problemas.

- A Mãe ouve os seus filhos, mas nem sempre os atende. O que o traz aqui, filho? - Disse Bhelegan com franqueza supreendente, tentava puxar assunto. Não fazia o típico religioso charlatão, sabia que mesmo os deuses possuíam suas limitações; a maioria inclusive era indiferente aos assuntos mortais, felizmente ninguém compreendia melhor o homem do que ela. Tenebra acolhia todo e qualquer um e de vivos a mortos vivos, contanto que não fosse tocado pelo sol, e ainda que o fosse, sempre teria o seu perdão.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Sex Maio 01, 2015 4:27 pm



O jovem olho rapidamente para cima, parece que não percebeu a sua chegada, devia estar distraído em suas próprias reflexões. Ele abaixou a cabeça por um momento, olhou para os lados, mas ergueu seus olhos e resolveu abrir a boca para falar, a voz saiu saudável, mas repleta de insegurança.

Rapaz: - Hum... ola, eu... eu... não sei como começar, mas... eu tenho vindo aqui de tempos em tempos, para me acalmar, procurar clarear a cabeça, sabe?
-  O meu pai, meus irmãos, até minha mãe, eles querem que eu seja como todo mundo. Tipo.... tipo eles, só que... só que não é o meu caminho.
- Eu... eu não me sinto bem segurando o machado ou empunhando o martelo, não sou bom em orar e nem inspirar os outros. Eu nem mesmo sou bom em usar armadura, aquela coisa aperta e é pesada,.
- Claro sou anão, não ligo para carregar peso ou me machucar, mas tipo me incomoda, não me sinto bem. É tipo, burrice! Sem armadura você é mais leve, pode escalar. E as armas? Porque carregar algo que pode ser bloqueado? Uma faca ou adaga entra por qualquer brecha. Eles não entendem e eu não entendo o porque deles não entenderem a mim.
- Eles me acham esquisito, todo mundo me acha esquisito. Eu fico lá, com todos julgando a mim... calado. Só tenho tranquilidade quando venho aqui.
- Eu fico sentado, vejo as velas queimarem, ou a fumaça subir pelo braseiro, relaxo quando, as vezes, o senho põem um incensário ou queima umas ervas secas. Posso pensar, lá eu não consigo pensar. É muito bom.
- Agora... agora, o senhor Erov, sabe? Esse mercador de armas, bem rico e muito respeitável. Ele veio a nossa casa. Ele passou até no templo para falar coma mãe e tudo. Ele falou bem de mim, fez- me sentir respeitável. Disse cada coisa que só estando lá. Ele disse que não eram suas palavras,  mas que eu traria orgulho... se defendesse Doherimm... ao meu modo.
- Minha família não ficou muito confiante com isso, sabe? De justo o senhor Erov estar ali me elogiando. Ainda não tenho certeza se foi porque ficaram desconfiados dele, ou porque não acreditam em mim. Sabe? De um anão que não gosta de usar machado, martelo ou de ser um tal santo paladino de Hedryl.
- O que o senhor acha? Esse Erov, será que eu devo ouvir ele. Ele é o único que já elogiou-me, que já acreditou em mim.


O jovem esperava uma resposta.


1) Bom sujeito esse Erov; aconselhar o rapaz a seguir os seus conselhos.

2) A família do rapaz está certa; mandá-lo esquecer pensamentos sem importância e ir vestir uma armadura ou cota de malha.

3) Os deuses tem mensageiros misteriosos; quem sabe a palavra da Mãe Noite ajude o rapaz a escolher.

4) O garoto precisa é de coragem; dividir um gole da pinga que tem escondida embaixo do oratório e indicar aquela tua puta conhecida para ele se sentir um anão de culhões.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Qua Maio 06, 2015 2:11 pm

Bhelegan coçou a barba grisalha e ponderou bem antes de oferecer uma resposta ao rapaz, sabia como era se sentir assim, inseguro, oscilando entre o "o que querem de mim" e o "o que eu quero", na época se tivesse dado ouvido ao que seus pais diziam e queriam teria se autopoupado de muita dor de cabeça, mas também não teria aprendido o que aprendeu por conta própria. No fim, ele tomara a decisão certa? Isto não podia afirmar, no entanto estava satisfeito com a vida no sacerdócio, e se tivesse tomado outras escolhas provavelmente não estaria ali agora.

- Se deve ouvi-lo ou não, cabe a você decidir, filho. O que eu posso dizer, é que deve seguir o seu coração; se não se sente bem vestindo uma cota de malha, não a vista; se não gosta de empunhar um machado, não o empunhe; lute para ter orgulho de si mesmo, em primeiro lugar. Se você estiver contente, os seus pais também estarão. - O anão afetivamente colocou a mão sobre as costas do garoto e o acompanhou em direção à saída. - Vá para casa por hora, filho. Não dê ouvido às asneiras dos outros, quando estiver deprimido pode voltar aqui que há de ser bem vindo, mas arrumar uma puta para foder também ajuda nessas coisas, sabe? He! Que a Mãe esteja com você.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Qua Maio 06, 2015 5:35 pm

O rapaz olhou nos olhos do padre, parecendo pensar por um instante, refletindo sobre toda aquele a situação em que estava. Ele volta a face para baixo, dando um sinal positivo vagaroso com a cabeça e a barba ruiva curta. Ele ergue a face novamente, parece ser outra pessoa: o rosto ainda cheio de incerteza, mas reanimado,  um  sorriso fraco, mas olhos sinceros que fitavam o sacerdote. Ele lhe falou:

Rapaz: - É foi o que eu pensei no início também. Obrigado, senhor.
- Acho que você livrou me de uma boa roubada. He! Em falando de roubar, acho que vou aceitar aquele convite de hoje mais cedo.
- Quem sabe, se eu correr ainda posso encontrar aqueles aventureiros que me chamaram ontem; eles não devem ter ido embora, não sem um guia.


+50 XP

Animadamente, o anão com sonhos de se tronar um aventureiro baseado na inteligencia e sagacidade, ao invés de músculos e força bruta, sai correndo, quase esquecendo o sacerdote que o ajudou, mas, no último instante, ele se volta e acrescenta:

Rapaz: - Meu nome é Franz-Feroz. Obrigado, clérigo. E por favor me escute... não fique aqui hoje, fuja da cidade agora mesmo, senhor.

E dizendo isso se foi a correr pelos portais afora.

Tudo isso f o i um pouco confuso, mas Bhelegan conseguiu aconselhar bem mais um filho da Mãe Noite, mesmo apesar do estranho pedido do rapaz, ou assim ele julga.

E agora?


1) Prosseguir com a prontidão; algum devoto desamparado pode vir, afinal a Mãe Noite também é amiga de Neurite a Deusa dos Sonhos.

2) Fechar por hoje; Foi feita uma boa ação, melhor tomar um trago da pinga escondida e cair no sono merecido e, quem sabe, tentar a sorte com aquele bibliotecária gostosa: a Pha Cienccia (que deve estar saindo do serviço agora).

3) Ouvir o aviso do rapaz; fugir imediatamente o mais rápido possível, só retornar uns dias depois.

4) Aquelas palavras foram realmente intrigantes, talvez fosse melhor dar alguma atenção; ir ver sua conhecida aprendiz de necromancia: Kika With.



Última edição por Necromancer Ignaltus em Qui Maio 07, 2015 8:23 pm, editado 2 vez(es)
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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Qui Maio 07, 2015 7:39 pm

Bhelegan se despediu de Franz-Feroz, não sabia se realmente seus conselhos haviam ajudado, mas o mais provável é que o tenha empurrado para o caminho errado duma vez. "... Roubar, é?" O trabalho de um ladino era muito perigoso, mas não é como se empunhar um machado também não o fosse. Restava-lhe desejar boa sorte ao rapaz.

Mais importante, o que aconteceria naquela noite? Por passar tantas horas dentro do templo, Bhelegan geralmente era um anão desinformado, e talvez não estivesse ciente de algum evento festivo prestes a ocorrer. Em dias assim havia muito barulho, era difícil dormir, e vândalos comumente visavam templos e locais públicos. Se este fosse o caso, não seria um problema alarmante de fato, sabia bem como lidar com aqueles arruaceiros.

De modo a prevenir, fecharia o templo um pouco mais cedo. E assim o fez, fechou as portas e bebeu um gole da aguardente que mantinha escondida debaixo do oratório. Após molhar a goela, bamboleou-se para fora, as pernas curtas e desajeitadas se precipitavam ao encontro da bibliotecária Pha. "É hoje que eu tiro o atraso, he!"

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Qui Maio 07, 2015 8:37 pm

Sentido o desejo de Tenebra cumprido para com um dos seus filhos, Bhelegan fecha o templo  e caminha sossegadamente para para a parte da cidade em que ficava a biblioteca da serva pública em que estava de olho.

Na caminhada, ele notou algumas sombras de anões armados se esgueirando, mas estas seguiam apressadas, em rumo certo, mas ignorante para o conhecimento do sacerdote.

O clérigo ouvia barulhos e brigas, mas nada notou de urgente que a guarda da cidade, ou a milicia, que surgia em tempos de necessidade, não pudesse cuidar.

O padre seguiu em seu caminho.

Logo, chegou até as portas do templo do saber, como diria o servo de outra doutrina, mas as portas estavam cerradas. Perdera a hora, como sacerdote da Mãe Noite bera bem comum. Todavia, o seu objetivo ainda estaria lá dentro.

O que fazer?


1) Esquecer disso; é tarde e o corpo demanda um descanso, dormir em qualquer lugar que encontrar.

2) Há coisas mais importantes urgindo aqui; deixar seus calores de lado e seguir alguma das sobras suspeitas, seja lá o que esteja acontecendo hoje a noite.

3) Ir encontrar Franz-Feroz e o seu grupo de aventureiros; Franz pode ter mais informações se puder ser persuadido a falar, mesmo que infelizmente não haja pista de onde ele possa estar.

4) Só um covarde sem bolas desiste fácil; encontrar uma entrada e surpreender a serva pública e convidá-la para um traguinho, de forma que fique mais receptiva.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Qui Maio 07, 2015 9:07 pm

"Pelos seios de Tenebra! Erinn anda muito perigosa ultimamente".

Seria possível que Franz estivesse em meio aqueles anões? Não pôde constatar. Alguma coisa eles aprontariam, e pensando nisso o clérigo olhou para os lados, buscando algum guarda nas proximidades.

Se encontrasse algum, o alertaria de imediato, apontando a direção para qual os suspeitos foram. Senão, buscaria uma maneira de entrar na biblioteca e surpreender Pha.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Qui Maio 07, 2015 9:47 pm

Bhelegan dá a volta pelas proximidades da biblioteca pública, mas não havia nenhum guarda de prontidão.

Sem ter alternativas, o padre caça por uma entrada. Ele acaba encontrando uma óbvia porta dos fundos, mas ao pressiona-lá se encontra trancada. Porém, os sons que vibravam através da porta indicavam que haviam ao menos algumas pessoas do outro lado.

O que fazer?


1) Chutar a porta; entrar forçando a sua entrada por cima de quem estiver no caminho! Uma entrada heroica vai garantir que a rapariga caia facilmente em suas bravatas.

2) Encostar a orelha e escutar atentamente; não somos jovens irresponsáveis.

3) Ir encontrar outra coisa; ela já deve estar acompanhada, melhor ver se as putas ainda estão atendendo.

4) Fugir rapidamente dali; procurando evitar as sombras, disfarçar-se e manter-se oculto por segurança.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Sex Maio 08, 2015 10:38 pm

Bhelegan cogitou bater à porta, mas se estivesse ocorrendo algo importante lá dentro poderia acabar se tornando inconveniente, então não o fez. Deu meia volta, prestes a ir embora, então resmungou algo e desistiu. Não haveria problema se desse uma escutadinha, haveria?

Inclinando-se, encostou sua orelha na porta fria, ouvindo atentamente.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Sex Maio 08, 2015 11:08 pm

Bhelegan ouviu atentamente:

Desconhecido: - Guria, a gente te via todo dia, sabe, de lá pra cá, com livros e essa tua foice. As vezes ajudando teu irmão, bom sujeito, um anão tal qual meu avô dizia como deveria ser um.
- Mas, as coisas mudam, sabe, mas tem gente que gosta delas como eram antes. Não tem muita serventia mudar.
- As vezes mudar causa problemas, entende? Não quero dizer que mudança é ruim, só que... só que a maioria não gosta. (...)


Esse sujeito gostava muito do som da própria voz, por sinal. De repente, a conversa foi interrompida e:

Desconhecido: - Ah... por que tinha de ser assim? Era para entregarmos você para seu irmão sem nenhum ferimento maior, para que ele não sofresse tanto. Se ao menos houvesse outra forma de proteger Doherimm. Droga! Vamos fazer isso!

E assim, seguiram-se muitos sons de luta, uma garrafa partiu-se em poucos segundos e som da voz de sua amiga Kika sendo estrangulada foi ouvido.
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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Sex Maio 08, 2015 11:59 pm

Bhelegan não titubeia quando escuta a conversa e a briga que ocorria lá dentro, retira o seu machado de aço das costas e mete o pé na porta, tentando arrombá-la. Se damas estavam em perigo, era o seu dever ajudar, pensava o anão de forma cavalheiresca.

- O que 'tá acontecendo aqui?! - Indagaria em um brado quando entrasse, o olhar endurecido e a boca retorcida em desaprovação.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Sab Maio 09, 2015 12:23 am

Bhelegan se preparava quando ouviu o som de algo estourando, seguido de gritos assustados de homens. Ele então investiu.

Com a força de um real guerreiro anão e a impetuosidade de um washbuckler, o sacerdote arromba a porta da frente com seu pesado pé esquerdo, entrando a pisadas no recinto. Logo, ele reconhece algumas figuras, já outras nem tanto.

Haviam dois três anões estranhos ali, talvez nem tanto, Bhelegan achava que já os vira em passeatas comemorativas pela cidade, um deles ao menos achou que era vizinho de Kika. Ela, alias, estava ali em pé.

A garota empurrava um anão atordoado contra uma das estantes, enquanto duas pequenas monstruosidadezinhas esqueléticas felinas sibilavam para os dois anões restante: um deles caido ao chão, gemendo desnorteado, e o outro tentando acertar inutilmente o seu algoz, mas apanhando cruelmente do pequeno construto.



Não longe, no outro extremo da sala do pessoal da biblioteca, estava a bibliotecária, nos costumeiro montes de panos que gostava de vestir, Pha, toda amarrada e amordaçada.
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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Sab Maio 09, 2015 3:35 am

Os três anões já estavam dominados, mas Kika parecia disposta a ir mais longe. Afinal, se iria lidar com necromancia  tinha de começar por algum lugar.

A foice ergue-se ameaçadoramente por sobre o estrangulador, mas no momento em que desferiria o golpe fatal a porta de trás resolveu ceder a um pé muito pesado.

A figura tentando ser impressionante entrou com marchado em punho, uma armadura prateada, um colar cor rubi e  um manto negro, ela era enrugada, grisalha, mas forte: Bhelegan.

Diante daquele novo adversário, o anão ainda em  pé largou a cadeira e, com a fronte ainda sangrando, implorou clemencia.

Anão tímido: - Por favor, chega, nós nos rendemos. Só queríamos o melhor para Erinn. Disse ele quase choramingando.

Ao redor, os outros dois anões ainda gemiam e se contorciam, ainda atordoados e indefesos.

Num movimento heroico, o sacerdote rodeou a sala com a arma a mão procurando alvos, de forma ameaçadora. Quando viu que a aprendiz de necromante havia lidado com tudo, mas logo viu a amordaçada e amarrada Pha.

A bibliotecária revirou os olhos, terminando num aceno agradecido de alguém finalmente socorre-la daquela situação de donzela.

Então, subitamente, cheiro de fumaça. Kika fitou a janela fina da sala pode ver com exatidão uma linha de fumaça. Com um olhar, Bhelegan sabia de onde ela vinha: da forja da família de Kika.

Estes sujeitos, eles deviam saber algo.

O que fazer?

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Sab Maio 09, 2015 9:08 am

Bhelegan gemeu da coluna ao ter de curvar-se para desatar a bibliotecária Pha, aquela não era exatamente a situação de salvamento heróico que tinha imaginado quando irrompeu porta adentro de aço na mão. Kika já havia neutralizado os baderneiros, a situação estava sob controle, só não podia afirmar o mesmo quanto ao resto da cidade... Algo estava a acontecer.

- Como está? Eles a feriram? - O anão estendeu a mão e ajudou a anã Pha se erguer, felizmente ela parecia bem, bem até demais, sendo franco. Mas que saúde!

- R-ram!- Pigarreou o clérigo, bamboleando-se ao anão que choramingava e colocando a mão em seu ombro, interpôs-se entre ele e a necromante, pois sinceramente não confiava na complacência dela, se é que tinha alguma.
- Quem o mandou aqui, filho? O que andam lhe dizendo? - A voz de Bhelegan era calma e firme, como a de um pai.

Quando sentiu o cheiro, Bhelegan franziu o cenho e olhou de relance para a janela, mas nada disse a respeito, continuou a interrogar o anão.

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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Necromancer Ignaltus em Sab Maio 09, 2015 2:22 pm

Pha: - Não, eles só queriam a Kika, esses brutus! Disse ela com raiva antes de chutar um dos anões caídos, que gemeu ainda mais. Ela, nem ligando, apanhou parte das cordas e começou a atar as mãos e pés do anão para trás num único nó bem doloroso.

Kika sem se importar já pisava lá fora, com certeza a possibilidade da forja da família estar em chamas a preocupava. Quando ela passou, Bhelegan pode notar a impressionante armadura de ossos que trajava, era um dom muito peculiar dos favoritos da Mãe Noite.

O anão interrogado falou entre engasgos temerosos.

Vizinho de Kika: - T-todos nós resolvemos fazer! Nós, os doherimmanos! Vocês não entendem... isso, isso que vocês estão fazendo... essas coisas... elas vão destruir Doherimm!
- Vocês estão nos separando, esquecendo nossas origens. Essas coisas que vocês estão correndo atrás também são perigosas!


Em seguida, outro deles, que já havia se recuperado, e parecia mais calmo, e ainda livre acrescentou confiante, m a s sem zombaria:

Anão falador: - Ufa! Assim é melhor. Esses truques dessa mocinha são realmente úteis, devo reconhecer. Mas, mas isso tudo deveria ter sido calmo.
- Bem, eu me rendo também. Não há sentido em lutar assim se não vamos conseguir limpar Erinn.
- Quem nos mandou? Nós mesmos! Aonde esteve sacerdote. O reino está ficando um caos. Montes de anões estão tendo ideias perigosas, prejudicando e ameaçando o nosso modo de vida milenar.
- Doherimm é o nosso lar, e não vamos deixar que desapareça, que mude para isso que vocês querem.


Loucura.

Lá fora, os sons que o clérigo havia ouvido antes, no caminho para ali, eles ficavam mais altos. O que Kika acabou de evitar estava acontecendo o tempo todo, e agora alcançava proporções maiores.

O que seria de Erinn?
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Re: PROLOGO - BHELEGAN GOROLAR

Mensagem por Heilel em Dom Maio 10, 2015 9:48 am

- Quanta bobagem! - Queixou-se Bhelegan fazendo uma careta e andando de lá para cá na biblioteca, em uma ponderação ansiosa. Apalpou as vestes em busca de seu odre de aguardente, mas não o encontrou. Desafortunadamente o deixou no templo, lembrou-se.

- Vocês vão pensar bem no que fizeram, e eu não os verei mais no meio disso. - Bhel apontou o dedo aos bagunceiros enquanto falava, tentando enfiar um pouco de juízo naquelas cabeças ocas. - Os novos costumes não vão nos destruir, essa... Essa loucura toda irá!

Em outra ocasião perdoaria o ocorrido e os enviaria de volta para casa, mas estava muito perigoso lá fora, e não havia garantia de que não se rejuntariam à balbúrdia quando os soltasse. O mais sensato é que passassem aquela noite amarrados, para pensar em seus atos e esfriar a cabeça.
OFF:
Quero rolar Diplomacia para melhorar a atitude deles.

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Chega um tempo em que a operação da máquina torna-se tão odiosa, faz tão mal ao coração, que você não pode fazer parte disso. É impossível pensar em fazer parte disso. Então, é preciso jogar seus corpos contra as engrenagens, contra os mecanismos, contra as manivelas, contra todo o aparato. E é preciso fazê-lo parar.
Mario Savio

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